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AMBIENTAÇÃO: A LOJA A FAVOR DAS VENDAS

01 de setembro

Escolher um livro para ler não é tarefa fácil. A expectativa em torno da história, narrativa, enredo sempre gera uma expectativa que poderá ou não ser atingida, tudo dependerá da análise dos parágrafos e capítulos, na tentativa de manter o leitor fiel à leitura e ao enredo até o final. Caso não haja sustentação, o interlocutor perde a vontade de dar sequência na leitura e procura outra leitura que o motive.

 

Dinâmica semelhante pode ser observada na interação do consumidor com o ponto de venda no varejo. Estudos mundiais apontam que 80% das compras são decididas no PDV, ou seja, o envolvimento de cada um com o ambiente em que se encontra e a sensação que esse sentimento provoca é o que determina a continuidade da troca.

 

Por muitos anos, as pessoas iam às lojas apenas esperando comprar algum produto e nada mais, mas essa dinâmica mudou. Os clientes, influenciados atualmente por toda a conectividade dos tempos modernos, passaram a ficar mais exigentes, querendo experimentar sempre algo novo, ou seja, uma experiência positiva no estabelecimento. E isso só é possível quando a loja se propões a entregar valor, interatividade, conhecimento e informação, que seja pelo atendimento do vendedor, quer seja pela ambientação, demonstração, degustação ou qualquer outra atividade que promova interação.

 

Desta forma, no ponto de contato, tudo é importante: do aroma à aparência, além do treinamento da equipe de vendas e toda a estratégia de visual merchandising, para expor os produtos corretos, da forma correta, nas áreas corretas. Precisa haver harmonia, projeto de luminotécnica, casamento de ideias entre comunicação e produto, além de intersecções de linhas, propiciando uma leitura agradável de todo o espaço.

 

Da mesma forma a vitrine, excesso de informação, preços com difícil identificação, cores e peças em dissonância, falta de alinhamento tudo isso reverbera em desconforto aos olhos do cliente. É calor que, cada loja tem suas particularidades, pois mesmo em se tratando da mesma rede, haverá a necessidade da tropicalização conforme a cidade onde ela está inserida e do público-alvo de cada uma. Até mesmo dentro de shoppings na mesma cidade o público muda e, da mesma forma, as coleções, que precisam se adaptar para atender suas demandas específica. O PDV, portanto, não pode mais ser um simples espaço para venda de mercadorias. Ele deve se posicionar como um anfitrião, que convida intuitivamente o cliente para dentro da loja, evidenciando sua diferenciação.

 

É nesse sentido que o posicionamento estratégico é de suma importância, coadunando a proposta em qualquer loja, em qualquer lugar, mesmo que o mix seja adaptado. É ele que define a identidade que a empresa quer passar ao consumidor e como ela quer ser percebida pelo mercado.

 

A igualdade, portanto, não está no mix, mas sim na essência e este é o desafio, quer seja nos livros disponíveis na prateleira, quer seja do calçado em exposição na vitrine da loja. Os capítulos seguintes sempre serão os mais importantes em quaisquer dos casos. Vocês estão prontos para escrevê-los?